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Estudo aponta que pobreza afeta desenvolvimento de bebês a partir dos seis meses de vida

Um estudo brasileiro revelou que bebês que vivem em situação de pobreza podem apresentar atrasos no desenvolvimento motor já a partir dos seis meses de idade. A pesquisa acompanhou crianças nos primeiros meses de vida e identificou que fatores socioeconômicos, como menor acesso a estímulos e condições adequadas de cuidado, influenciam diretamente a evolução das habilidades motoras nessa fase inicial.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e acompanhou 88 bebês entre três e oito meses, sendo parte deles em contexto de vulnerabilidade social. Os resultados mostraram que crianças em situação de pobreza tendem a alcançar marcos importantes do desenvolvimento — como rolar, sentar e pegar objetos — mais tarde do que aquelas em melhores condições socioeconômicas.

Apesar do impacto observado, os pesquisadores destacam que o atraso pode ser revertido com estímulos simples, como maior interação com os cuidadores e atividades que incentivem o movimento. O estudo reforça a importância de políticas públicas voltadas à primeira infância, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade, como forma de reduzir desigualdades e promover o desenvolvimento saudável das crianças.