A estudante carioca Gabriela Frajtag, de 20 anos, foi reconhecida em um dos principais concursos internacionais dedicados à biologia quântica. Ela recebeu menção honrosa em um prêmio promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI) em parceria com o Paradox Science Institute e a instituição brasileira Idor Ciência Pioneira, que distribuíram US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil) em premiações para os melhores ensaios. A brasileira foi contemplada com US$ 3 mil ao responder à pergunta proposta pela competição: “A vida é quântica?”.
A trajetória da jovem cientista começou ainda na infância, quando participava de olimpíadas científicas em diferentes áreas, como matemática, astronomia, linguística, neurociência e biologia. O interesse por diferentes campos do conhecimento a levou a estudar na Ilum Escola de Ciência, em Campinas (SP), vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem), onde está instalado o acelerador de elétrons Sirius, um dos mais modernos do mundo.
O interesse pela biologia quântica se intensificou após a participação da estudante na primeira Escola de Biologia Quântica realizada em Paraty (RJ), em 2025, que reuniu estudantes e pesquisadores para discutir fenômenos biológicos à luz da física quântica. Para o concurso internacional, Gabriela optou por escrever um ensaio com abordagem histórica sobre a formação desse campo científico emergente, o que acabou garantindo o reconhecimento internacional e reforçando a presença de jovens brasileiros no debate científico global.



