Um estudo realizado por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) revelou que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, principalmente filhas, esposas e netas. O levantamento destaca que o cuidado com familiares — como filhos, parceiros e pais idosos — ainda é majoritariamente assumido por mulheres e, na maioria dos casos, sem remuneração ou reconhecimento formal.
De acordo com a pesquisa, a idade média dessas cuidadoras é de cerca de 48 anos, e o trabalho envolve uma carga significativa de tempo e responsabilidade. O cuidado informal pode ultrapassar mil horas por ano dedicadas a atividades de assistência, como acompanhar tratamentos de saúde, auxiliar em tarefas domésticas e dar suporte diário a familiares dependentes.
O estudo também chama atenção para a necessidade de mudanças culturais e políticas públicas voltadas à redistribuição das responsabilidades de cuidado. Especialistas apontam que a educação de meninos e meninas para uma divisão mais equilibrada das tarefas domésticas e de cuidado é fundamental para reduzir a sobrecarga feminina e garantir maior reconhecimento social desse trabalho.



