A instabilidade geopolítica internacional tem impulsionado países a acelerar estratégias para reduzir a dependência do petróleo e de outros combustíveis fósseis. Um estudo divulgado na terça-feira (10) por organizações como o Observatório do Clima aponta que mais de 50 países já possuem iniciativas ou estudos voltados à transição energética, com medidas que incluem redução da produção de combustíveis fósseis e ampliação de fontes renováveis.
De acordo com os pesquisadores, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa e enfrentar as mudanças climáticas, a transição energética também é vista como uma forma de diminuir vulnerabilidades econômicas e políticas ligadas à dependência do petróleo. Especialistas alertam que a forte dependência desse tipo de energia expõe países a volatilidades de mercado, riscos de segurança e impactos decorrentes de conflitos e crises internacionais.
O levantamento destaca que países como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Noruega, Colômbia, Canadá e Brasil já apresentam planejamento para acelerar a eletrificação, expandir energias renováveis e reformar subsídios ligados aos combustíveis fósseis. Apesar disso, os autores ressaltam que iniciativas isoladas não são suficientes e defendem maior cooperação internacional para organizar uma transição energética global mais segura e coordenada.



