Um estudo recente indica que comunidades quilombolas no Brasil estão fortemente conectadas às agendas de justiça climática, integrando temas ambientais às suas lutas sociais, culturais e territoriais. A pesquisa analisou práticas culturais e comunicacionais de quilombolas e concluiu que essas comunidades têm protagonismo nas discussões sobre preservação ambiental, proteção dos territórios e enfrentamento das desigualdades provocadas pela crise climática.
De acordo com o levantamento, diversos temas aparecem com frequência nas pautas das comunidades. Entre eles estão racismo (87%), políticas públicas (85%), educação (77,4%) e problemas ambientais (70%). Também foram citadas questões como demarcação e titulação territorial, acesso à renda e justiça climática, demonstrando a relação entre defesa do território, identidade cultural e proteção ambiental.
Para os pesquisadores, os resultados reforçam que as comunidades quilombolas possuem conhecimento tradicional e práticas que contribuem para o enfrentamento das mudanças climáticas. Além de preservar modos de vida ligados à terra e à biodiversidade, esses grupos também atuam na produção de comunicação e mobilização social que fortalece o debate sobre justiça climática e direitos territoriais no país.



