O Instituto Nacional de Câncer (Inca) anunciou o lançamento de um estudo inédito que vai subsidiar a criação de um programa nacional de rastreamento de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa terá duração inicial de dois anos e contará com a participação mínima de 397 pacientes, podendo ser ampliada ao longo da execução. A iniciativa busca gerar evidências científicas para orientar políticas públicas voltadas à detecção precoce da doença no país.
O estudo utilizará a tomografia computadorizada de baixa dose como principal ferramenta de rastreamento, método que, segundo evidências científicas, pode reduzir a mortalidade por câncer de pulmão em cerca de 20%. Quando combinado com ações de combate ao tabagismo, esse percentual pode chegar a 38%. A seleção dos participantes será feita em parceria com programas municipais de cessação do tabagismo, público considerado de maior risco para a doença.
Atualmente, o Brasil ainda não possui diretrizes nacionais para o rastreamento do câncer de pulmão, apesar da alta letalidade da doença, que está entre as principais causas de morte por câncer no país. Com a pesquisa, o Inca pretende avaliar a viabilidade de implementação do programa no SUS e reduzir diagnósticos tardios, que hoje representam a maioria dos casos. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar o diagnóstico precoce e melhorar as chances de tratamento e sobrevivência dos pacientes.



