Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Autismos revelou que as mulheres são as principais responsáveis pelo cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. O levantamento, que reuniu mais de 23 mil respostas em todo o país, mostra que a maioria dos cuidadores é formada por mães e outras mulheres da família, evidenciando uma forte desigualdade de gênero na divisão das responsabilidades.
Os dados indicam ainda que grande parte dessas cuidadoras está fora do mercado de trabalho, muitas vezes por necessidade de dedicação integral ao acompanhamento dos filhos ou familiares autistas. Segundo a pesquisa, essa realidade expõe a sobrecarga enfrentada pelas mulheres, que acumulam funções relacionadas ao cuidado diário, apoio emocional e gestão de tratamentos, frequentemente com impactos financeiros e pessoais significativos.
Além de evidenciar o protagonismo feminino no cuidado, o estudo também chama atenção para os desafios estruturais enfrentados pelas famílias, como os altos custos com terapias e a falta de suporte adequado. Para especialistas, os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem a rede de assistência e promovam maior divisão de responsabilidades, garantindo melhores condições de vida tanto para as pessoas autistas quanto para seus cuidadores.



