A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem destacado a dengue como um importante indicador da relação entre as mudanças climáticas e o avanço das arboviroses no mundo. Segundo o organismo, o aumento das temperaturas, alterações no regime de chuvas e eventos extremos têm favorecido a proliferação de mosquitos transmissores, ampliando a incidência da doença em diferentes regiões, inclusive fora das áreas tradicionalmente tropicais.
De acordo com especialistas, fatores climáticos como calor intenso, períodos de seca seguidos por chuvas e inundações criam condições ideais para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya. Esse cenário tem contribuído para a expansão territorial dessas doenças e para o aumento no número de casos, que já atingem milhões de pessoas anualmente em todo o mundo.
A OMS alerta que o enfrentamento das arboviroses passa, necessariamente, por políticas integradas que considerem tanto o controle do mosquito quanto ações de adaptação às mudanças climáticas. A recomendação inclui o fortalecimento da vigilância epidemiológica, investimentos em saneamento básico e estratégias de prevenção, diante de um cenário em que o aquecimento global tende a intensificar riscos à saúde pública nas próximas décadas.



