A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Brasil ocorre em meio a uma tendência observada em países da América Latina. Na atual década, nações como Chile, Colômbia e México aprovaram mudanças legislativas para diminuir o tempo semanal dedicado ao trabalho, sem redução salarial. O tema voltou ao centro do debate brasileiro após propostas que defendem a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.
No Chile, uma lei aprovada em 2023 estabeleceu a redução gradual da jornada de 45 para 40 horas semanais até 2028. A Colômbia também iniciou um processo escalonado para reduzir a carga horária de 48 para 42 horas até este ano. Já o México aprovou, em 2026, uma reforma constitucional que prevê a diminuição da jornada de 48 para 40 horas semanais, com implementação gradual até 2030. Segundo especialistas, as mudanças têm sido associadas à melhoria da qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores.
Enquanto parte da América Latina avança na redução das jornadas, a Argentina seguiu caminho oposto. O governo de Javier Milei aprovou mudanças que flexibilizam a legislação trabalhista e permitem jornadas diárias de até 12 horas mediante acordos entre patrões e empregados. No Brasil, o debate sobre o fim da escala 6×1 tem ganhado força entre sindicatos e setores do governo federal, enquanto representantes do empresariado alertam para possíveis impactos econômicos e aumento de custos para as empresas.



