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Quase metade das mulheres brasileiras sofreu assédio em 2025, aponta pesquisa

Quase 50% das mulheres brasileiras com mais de 16 anos afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio ao longo de 2025. Os dados fazem parte da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Segundo o levantamento, 46,7% das entrevistadas relataram ter sido vítimas de assédio físico, verbal ou virtual no último ano. Entre as situações mais frequentes estão cantadas insistentes, comentários de cunho sexual, perseguições, abordagens invasivas e envio de mensagens ofensivas em ambientes digitais.

A pesquisa aponta que os casos ocorrem principalmente em espaços públicos, transportes coletivos, ambientes de trabalho e plataformas online. Mulheres jovens, negras e moradoras de áreas urbanas aparecem entre os grupos mais afetados pelas diferentes formas de violência e constrangimento.

O estudo também revela que muitas vítimas não denunciam os episódios às autoridades. Entre os principais motivos citados estão medo, sensação de impunidade, vergonha e descrença na responsabilização dos agressores. Especialistas alertam que a subnotificação ainda dificulta o dimensionamento real da violência contra as mulheres no país.

Para pesquisadoras e entidades de defesa dos direitos das mulheres, os dados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção, acolhimento e combate à violência de gênero. O levantamento destaca ainda a importância de campanhas educativas e de canais acessíveis de denúncia e apoio às vítimas.

A pesquisa “Visível e Invisível” é realizada anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e monitora indicadores relacionados à violência contra mulheres no Brasil. O estudo utiliza entrevistas realizadas em diferentes regiões do país para mapear padrões de agressão, assédio e percepção de segurança feminina.