A obesidade passou a ser o principal fator de risco à saúde da população brasileira, superando a hipertensão arterial, que liderava esse indicador há décadas. O dado faz parte da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças, divulgado recentemente e publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Atualmente, a pressão alta aparece em segundo lugar entre os principais fatores de risco, seguida pela glicemia elevada.
Segundo os pesquisadores, a mudança reflete transformações no estilo de vida da população nas últimas décadas, marcadas pelo aumento do sedentarismo, urbanização acelerada e maior consumo de alimentos ultraprocessados. O excesso de peso está diretamente associado ao crescimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de impactar a qualidade de vida e elevar os índices de mortalidade.
O levantamento também mostra uma mudança histórica no perfil dos fatores de risco à saúde no país. Em 1990, os principais problemas eram hipertensão, tabagismo e poluição do ar, enquanto a obesidade ocupava apenas a sétima posição no ranking. Especialistas defendem a ampliação de políticas públicas voltadas à alimentação saudável, incentivo à prática de atividades físicas e prevenção de doenças crônicas para conter o avanço da obesidade no Brasil.



