Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Fogo Cruzado mostra que nove em cada dez moradores de favelas e periferias brasileiras desaprovam operações policiais marcadas pelo uso excessivo da força. O levantamento indica que a maioria da população dessas comunidades considera que ações violentas não contribuem para a redução da criminalidade e acabam ampliando os riscos para moradores, trabalhadores e estudantes que vivem nos territórios afetados.
De acordo com o estudo, os entrevistados defendem estratégias de segurança pública baseadas em inteligência, investigação e presença permanente do Estado, em vez de incursões esporádicas com confrontos armados. A pesquisa também aponta que a violência durante operações policiais provoca impactos diretos na rotina das comunidades, incluindo interrupção de aulas, suspensão de serviços públicos, fechamento do comércio e restrições ao direito de circulação.
Especialistas ouvidos no levantamento destacam que a redução da violência depende da integração entre políticas de segurança, educação, assistência social e geração de oportunidades. Para entidades de direitos humanos, os dados reforçam a necessidade de aperfeiçoar protocolos de atuação policial, ampliar mecanismos de controle e garantir a proteção da população civil, especialmente de crianças, adolescentes e idosos que vivem em áreas vulneráveis.



