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Carbono azul ganha destaque em debates globais sobre clima e proteção dos oceanos

A preservação de manguezais, pradarias marinhas e outros ecossistemas costeiros tem ganhado protagonismo nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas. Conhecida como “carbono azul”, a capacidade desses ambientes de capturar e armazenar dióxido de carbono (CO₂) passou a ser vista como uma ferramenta estratégica para reduzir os impactos do aquecimento global e fortalecer a proteção dos oceanos.

O tema esteve em evidência durante a Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos e em outros fóruns internacionais voltados à agenda climática. Especialistas destacam que os ecossistemas marinhos não apenas ajudam a retirar carbono da atmosfera, mas também desempenham papel fundamental na conservação da biodiversidade, na segurança alimentar de comunidades costeiras e na proteção das áreas litorâneas contra eventos climáticos extremos.

Com uma das maiores extensões costeiras do mundo e vastas áreas de manguezais, o Brasil é apontado como um dos países com maior potencial para desenvolver projetos ligados ao carbono azul. A expectativa é que a valorização desses ecossistemas fortaleça políticas de conservação, atraia investimentos sustentáveis e contribua para o cumprimento das metas climáticas nacionais nos próximos anos.