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Casal transforma área degradada em viveiro de mudas e fortalece reflorestamento

O que começou como um projeto de vida em família se tornou uma iniciativa voltada à recuperação da floresta amazônica. Em Santarém, no oeste do Pará, o biólogo Sidcley Matos Pereira e a veterinária Adna Picanço criaram o Viveiro Florestal Ardosa, dedicado à produção de mudas de espécies nativas para reflorestamento de áreas degradadas. O empreendimento reúne plantas como açaí, cumaru, andiroba, itaúba e outras espécies essenciais para a restauração do bioma.

Além de fornecer mudas para projetos de recuperação ambiental, o viveiro recebeu cerca de R$ 190 mil em investimentos da Conservação Internacional Brasil para ampliar sua estrutura e aumentar a capacidade de produção. A iniciativa também conta com a parceria de pesquisadores e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que colaboram na identificação de espécies e no desenvolvimento de técnicas de manejo voltadas à restauração florestal.

O trabalho desenvolvido pelo casal reforça a importância da bioeconomia e da recuperação da vegetação nativa na Amazônia. A iniciativa está alinhada às metas do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê a restauração de 12 milhões de hectares até 2030, sendo 4,8 milhões na Amazônia. Especialistas destacam que o uso de espécies nativas é fundamental para preservar o equilíbrio ambiental, proteger o solo e garantir a sustentabilidade dos ecossistemas recuperados.