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Cesta básica sobe em 17 capitais brasileiras no mês de junho, aponta Dieese

O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras em junho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A maior alta foi registrada em Boa Vista (3,28%), seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Já as maiores reduções ocorreram em João Pessoa (-3,97%), Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento das famílias estão o feijão, que apresentou alta em todas as capitais pesquisadas, além do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral. Segundo o Dieese, a elevação dos preços do feijão está relacionada à redução da área plantada e às condições climáticas desfavoráveis que afetaram as duas primeiras safras do ano. No acumulado do primeiro semestre de 2026, todas as capitais registraram aumento no custo da cesta básica, com variações entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

São Paulo permaneceu como a capital com a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Com base nesse valor, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, cerca de cinco vezes o salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.621.