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Mola gestacional é gravidez inviável e pode evoluir para câncer de placenta

A mola gestacional, também conhecida como doença trofoblástica gestacional, é uma alteração rara da gravidez causada por um erro na fecundação do óvulo. Nesses casos, a placenta se desenvolve de forma anormal e a gestação torna-se inviável. Embora, na maioria das vezes, seja um tumor benigno, a condição pode evoluir para um câncer de placenta em parte das pacientes, tornando o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico fundamentais.

Existem dois tipos de mola gestacional: a completa, quando não há formação do embrião, e a parcial, em que o embrião apresenta alterações genéticas incompatíveis com a vida. Após o diagnóstico, a gestação deve ser interrompida e o tecido removido do útero. Segundo especialistas, menos de 5% dos casos de mola parcial evoluem para câncer, enquanto esse risco pode chegar a cerca de 20% nas molas completas. O tratamento inclui acompanhamento periódico dos níveis do hormônio beta-HCG, utilizado para identificar se a doença foi totalmente eliminada ou se houve evolução para um tumor maligno.

Quando o câncer de placenta é identificado precocemente, as chances de cura são elevadas, geralmente com o uso de quimioterapia. Após a recuperação, muitas mulheres podem engravidar novamente com segurança, desde que respeitem o período de acompanhamento recomendado pelos médicos. Especialistas também ressaltam a importância do atendimento em centros de referência, onde há equipes especializadas para oferecer tratamento, apoio psicológico e monitoramento adequado durante todo o processo.