O governo federal decidiu não retomar, por enquanto, o subsídio adicional de R$ 0,35 por litro do diesel, suspenso no início de julho. A decisão foi anunciada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, que afirmou que, apesar de o petróleo voltar a se aproximar de US$ 100 por barril, o impacto nos preços internos ainda não justifica o restabelecimento do benefício.
Segundo o ministro, a estratégia do governo é manter apenas os incentivos considerados necessários para reduzir os efeitos da alta internacional dos combustíveis sobre o consumidor. Permanecem em vigor o subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel e o de R$ 0,44 por litro para a gasolina, este último prorrogado por mais um mês. Juntos, os programas representam um custo mensal de aproximadamente R$ 6,8 bilhões para os cofres públicos.
O governo havia iniciado a retirada gradual dos subsídios após a redução das tensões no Oriente Médio e a queda das cotações internacionais do petróleo. No entanto, a retomada dos conflitos voltou a pressionar os preços da commodity, levando o Executivo a manter parte das medidas de apoio. Segundo Moretti, eventuais impactos fiscais decorrentes da continuidade dos subsídios serão incorporados nas próximas revisões do Orçamento federal.


