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Bloqueios e autoexclusão afastam 5 milhões de brasileiros de plataformas de apostas digitais

Até o mês de agosto de 2026, cerca de 5 milhões de brasileiros deixaram de acessar plataformas digitais de jogos e apostas online credenciadas no país, motivados por medidas federais de restrição de crédito e pela nova Plataforma Centralizada de Autoexclusão. As estatísticas oficiais, publicadas nesta sexta-feira, 14 de agosto, pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, revelam que esse volume representa aproximadamente 12,5% do total de usuários ativos cadastrados.

Dentre as restrições aplicadas, o Ministério da Fazenda bloqueou diretamente o acesso de 3 milhões de beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), atendendo a uma determinação legal do Supremo Tribunal Federal (STF). Outro contingente de 800 mil devedores inadimplentes em renegociação e alunos contratantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também foi impedido de apostar, enquanto 1,2 milhão de pessoas decidiram bloquear os próprios acessos de forma voluntária.

O objetivo central das restrições fiscais e da plataforma de autoexclusão é proteger financeiramente as famílias brasileiras mais vulneráveis e diminuir os agravos sociais gerados pelo superendividamento decorrente do vício em apostas virtuais. O monitoramento eletrônico do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap) atua em tempo real com os sistemas de pagamentos das corretoras credenciadas para bloquear movimentações incompatíveis.