A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) iniciará a sua 21ª Legislatura, em 1º de fevereiro de 2027, com 24 novos nomes e 39 parlamentares reeleitos. O resultado das urnas deste domingo consolidou um índice de renovação de 38,09% entre as 63 cadeiras disputadas, um patamar ligeiramente inferior às taxas registradas nas eleições de 2022 (39,68%) e 2018 (53,97%). A mudança na composição, que ainda precisa ser homologada pela Justiça Eleitoral, já era parcialmente projetada devido à decisão de diversos deputados que não buscaram a reeleição ou que tentaram vagas na Câmara dos Deputados.
O pleito estadual foi marcado por marcos históricos e pelo fortalecimento da representatividade feminina na Casa do Povo. A bancada de mulheres saltou das atuais oito para dez deputadas, retomando o índice de 15,87% alcançado em 2018. A atual presidente da ALBA, Ivana Bastos (PSD), puxou a fila ao ser reeleita com a preferência de 203.202 eleitores, cravando a maior votação da história da Bahia para o cargo. No cenário partidário, a Federação PT/PCdoB/PV ampliou sua força para 20 parlamentares, enquanto a Federação União Progressista sofreu baixas significativas, com o União Brasil caindo de nove para cinco representantes.
Os dados do pleito na Bahia também revelaram uma taxa de abstenção de 19,98% do eleitorado. Na votação específica para o Legislativo estadual, foram registrados 463.958 votos em branco (5,13%) e 395.042 nulos (4,37%). O quadro final da Casa ainda pode passar por um ajuste jurídico isolado, uma vez que a votação do deputado Binho Galinha (Avante) consta no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como “Anulado Sub Judice”, condição que permanecerá inalterada até que a Justiça profira a decisão final sobre o indeferimento do registro de sua candidatura.


