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Em audiência na ALBA, secretário da Fazenda destaca equilíbrio fiscal e R$ 28,7 bilhões em investimentos

O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, apresentou nesta terça-feira (7) o balanço das metas fiscais do segundo quadrimestre de 2026 durante audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No encontro, conduzido pela Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, o titular da pasta destacou o robusto volume de investimentos da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, que já acumula R$ 28,79 bilhões. Desse montante global, R$ 4,75 bilhões correspondem aos valores liquidados apenas entre janeiro e agosto deste ano, consolidando a Bahia entre os estados com maior índice de investimentos públicos no país.

Além do forte ritmo de obras e entregas, o relatório demonstrou a manutenção da saúde financeira do Estado, evidenciada pela trajetória de queda no endividamento. A relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida recuou de 36%, no fim de 2025, para 35%, um patamar consideravelmente inferior ao registrado por estados mais ricos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esse equilíbrio nas contas refletiu diretamente no cumprimento das obrigações sociais: os gastos liquidados com Saúde e Educação ultrapassaram os limites mínimos exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), somando juntos R$ 1,7 bilhão em repasses.

Com as contas saneadas e as obrigações constitucionais em dia, o Governo do Estado projeta um cenário de forte expansão logística e industrial para os próximos quatro anos. Durante a sessão, Vitório ressaltou o avanço de projetos estratégicos, a exemplo do Complexo Industrial da BYD, em Camaçari, e a construção da ponte Salvador-Itaparica. Para os parlamentares que acompanharam a apresentação, como o presidente do colegiado, Zé Raimundo (PT), e o líder da maioria, Rosemberg Pinto (PT), os números comprovam que a responsabilidade fiscal da Bahia tem sido revertida com sucesso em obras estruturantes, garantindo a ampliação da rede de hospitais, escolas de tempo integral e avanços na mobilidade urbana.