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Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas, aponta estudo

Um estudo internacional aponta que 43,2% das mortes por câncer no Brasil poderiam ser evitadas com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e ampliação do acesso ao tratamento adequado. A pesquisa, publicada na revista científica The Lancet, analisou dados globais sobre mortalidade relacionada à doença e estimou que, dos casos diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem evoluir para óbito em até cinco anos — sendo aproximadamente 109,4 mil mortes potencialmente evitáveis.

Segundo os pesquisadores, fatores de risco modificáveis, como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso e alimentação inadequada, têm grande impacto nos índices de mortalidade. O estudo também destaca que políticas públicas de saúde, campanhas preventivas e melhoria no acesso a serviços médicos podem reduzir significativamente os óbitos, especialmente em países de baixa e média renda.

Entre as estratégias recomendadas estão o fortalecimento de ações para redução do consumo de tabaco e álcool, regulação de produtos não saudáveis e ampliação de programas de rastreamento, como os voltados ao câncer de mama, com diagnóstico em estágios iniciais. Os especialistas ressaltam ainda a necessidade de diminuir desigualdades no acesso ao tratamento, consideradas um dos principais obstáculos para a redução das mortes evitáveis pela doença.