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Brasil marca nova etapa histórica com ingresso de voluntárias no serviço militar feminino

Pela primeira vez na história das Forças Armadas brasileiras, mulheres estão iniciando, de forma conjunta e voluntária, o Serviço Militar Inicial Feminino (Smif) — uma etapa inédita que marca a ampliação da presença feminina nas fileiras da defesa nacional. Ao longo de 2026, 1.467 mulheres devem prestar o serviço nas três forças: 1.010 no Exército, 300 na Força Aérea e 157 na Marinha, com atuações previstas em 13 estados e no Distrito Federal, em um total de 51 municípios. A incorporação começou nesta segunda-feira (2) após um processo de recrutamento, em cerimônia realizada no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

O ingresso no Smif representa um avanço importante na política de inclusão de gênero dentro das instituições militares brasileiras e está alinhado a uma tendência global de maior participação feminina nas forças de defesa. O ministro da Defesa destacou que a presença de mulheres nas Forças Armadas já se estende a cargos de comando e missões internacionais, e que o Smif consolida essa evolução institucional — abrindo espaço, por exemplo, para que mulheres também ingressem nas escolas militares como cadetes e guardas-marinhas.

Após passarem por recrutamento e serem oficialmente incorporadas como marinheiras-recrutas, soldadas do Exército ou soldadas da Aeronáutica, as voluntárias iniciarão um período de formação básica, com duração de três a quatro meses, que inclui treinamento físico, instrução militar, atividades de campo e adaptação à rotina das Forças. Ao término do serviço, que tem duração inicial de 12 meses, as militares poderão optar por permanecer na ativa ou integrar a reserva, contribuindo para reforçar a presença feminina e a diversidade nas atividades de defesa do país.