Os ataques direcionados à ativista Maria da Penha representam uma tentativa de enfraquecer avanços históricos na defesa dos direitos das mulheres no Brasil. O alerta foi feito pelo Instituto Maria da Penha após a Justiça do Ceará aceitar denúncia do Ministério Público contra quatro pessoas acusadas de promover uma campanha de difamação e desinformação contra a farmacêutica e a lei que leva seu nome.
Segundo o instituto, os ataques não atingem apenas a honra pessoal da ativista, símbolo da luta contra a violência doméstica no país, mas procuram descredibilizar uma legislação considerada referência no combate à violência de gênero. A entidade afirma que a campanha envolveu perseguição virtual, disseminação de notícias falsas e outras formas de violência digital voltadas a distorcer a história da vítima e questionar a legitimidade da lei.
Entre os denunciados está o ex-marido de Maria da Penha, já condenado por tentativa de homicídio contra ela, além de produtores de conteúdo acusados de difundir materiais e informações manipuladas para sustentar versões falsas sobre o caso. Para o instituto, a decisão judicial que tornou os acusados réus é um passo importante para responsabilizar práticas de difamação e reafirmar a importância da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 e considerada um marco na proteção das mulheres brasileiras contra a violência doméstica.



