Um levantamento nacional revelou que o acesso ao diagnóstico e às terapias para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) ainda é limitado no Brasil. Os dados fazem parte do estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), divulgado pelo Instituto Autismos, que ouviu mais de 23 mil pessoas entre autistas e responsáveis em todos os estados do país.
De acordo com a pesquisa, apenas 20,4% dos entrevistados afirmaram ter recebido o diagnóstico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação ao tratamento, o cenário é ainda mais restrito: somente 15,5% disseram realizar terapias na rede pública, enquanto a maioria recorre a planos de saúde ou paga pelo atendimento de forma particular.
O estudo também aponta que a carga terapêutica está abaixo do recomendado internacionalmente, com mais da metade dos participantes realizando até duas horas semanais de acompanhamento. Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o acesso contínuo a terapias multidisciplinares são fundamentais para o desenvolvimento das pessoas autistas, reforçando a necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas ao atendimento dessa população.



