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Pesquisadores alertam para risco crescente da poluição por mercúrio nos oceanos

Pesquisadores brasileiros e internacionais alertaram para os impactos da poluição por mercúrio nos oceanos, tema debatido durante a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo os especialistas, o aquecimento global tem intensificado a transformação do mercúrio em metilmercúrio, uma forma mais tóxica do metal que se acumula na cadeia alimentar e pode atingir humanos por meio do consumo de peixes.

De acordo com os dados apresentados, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão atualmente dispersas nos oceanos, podendo permanecer no ambiente marinho por até 300 anos. Embora parte desse material tenha origem natural, como atividade vulcânica e erosão de rochas, a principal fonte de contaminação é a ação humana, especialmente por meio da queima de combustíveis fósseis, mineração, atividades industriais e desmatamento.

Especialistas destacam ainda que o mercúrio é um poluente global, capaz de circular pela atmosfera e se redistribuir em diferentes regiões do planeta. Além disso, fatores como mudanças no uso do solo e atividades ilegais, como a mineração, continuam influenciando a dinâmica do metal em ecossistemas terrestres e costeiros. Diante desse cenário, pesquisadores defendem maior envolvimento de governos e políticas públicas para reduzir emissões e mitigar os impactos ambientais e à saúde humana.