O governo brasileiro defendeu na segunda-feira (11) a inclusão da população mais pobre no orçamento público como condição essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. A posição foi apresentada durante conferência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada em Paris, na França.
A declaração foi feita pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o painel de abertura do evento. Segundo ele, políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade também fortalecem a economia e impulsionam o crescimento do país.
“Não há separação entre esses dois fatores”, afirmou o ministro ao defender que investimentos sociais geram impactos positivos no desenvolvimento econômico. De acordo com Wellington Dias, o combate à fome deve ser acompanhado de ações voltadas à geração de renda, emprego e acesso a serviços essenciais.
Durante a conferência, representantes brasileiros também alertaram para os impactos da redução de investimentos internacionais em programas sociais e defenderam maior cooperação global para enfrentar a pobreza e as desigualdades. O evento da OCDE debate estratégias de desenvolvimento sustentável e financiamento de políticas públicas em diferentes países.
Segundo o governo federal, a inclusão da população mais vulnerável no orçamento público tem sido uma das diretrizes adotadas nos últimos anos para ampliar oportunidades econômicas e reduzir desigualdades sociais. A gestão federal argumenta que programas de transferência de renda, segurança alimentar e inclusão produtiva ajudam a fortalecer o mercado interno e a atividade econômica.
A defesa da ampliação de políticas sociais ocorre em meio ao debate internacional sobre crescimento econômico sustentável, inflação e aumento da desigualdade em diversos países. Especialistas apontam que medidas de inclusão social podem contribuir para reduzir impactos econômicos da pobreza extrema e estimular o consumo e a geração de emprego.



