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Revogação da ‘taxa das blusinhas’ corrige distorções, diz associação

A decisão do governo federal de revogar a chamada “taxa das blusinhas”, que cobrava imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, foi comemorada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec). Segundo a entidade, a medida corrige distorções provocadas pela taxação, criada em 2024, que teria elevado os preços ao consumidor sem gerar os resultados prometidos para a economia nacional.

De acordo com a Amobitec, a cobrança de 20% sobre produtos importados de pequeno valor não impulsionou a geração de empregos nem aumentou a renda nos setores protegidos pela medida. O diretor-executivo da entidade, André Porto, afirmou que estudos apontaram aumento de preços no varejo nacional durante a vigência da taxa, além de impacto negativo no poder de compra da população de menor renda, principal usuária das plataformas de comércio eletrônico internacional.

Apesar do apoio de plataformas digitais e empresas ligadas ao comércio online, a revogação da taxa segue sendo criticada por representantes da indústria e do varejo brasileiro. Entidades como a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) afirmam que o fim da cobrança pode ampliar a desigualdade tributária entre empresas nacionais e estrangeiras, prejudicando a competitividade da indústria brasileira e colocando empregos em risco.