Um estudo divulgado pelo MapBiomas revelou que o número de áreas fragmentadas de vegetação nativa no Brasil cresceu 163% entre 1986 e 2023. Segundo os dados, as porções isoladas de cobertura vegetal passaram de 2,7 milhões para 7,1 milhões em quase quatro décadas, refletindo o avanço do desmatamento e da degradação ambiental nos biomas brasileiros.
A pesquisa aponta ainda que, além do aumento no número de fragmentos, houve redução significativa no tamanho médio dessas áreas. Em 1986, os fragmentos tinham, em média, 241 hectares; em 2023, passaram para apenas 77 hectares. De acordo com especialistas, esse processo aumenta o risco de extinção de espécies, reduz a biodiversidade e dificulta a recuperação natural da fauna e da flora.
Entre os biomas mais afetados pela fragmentação estão Amazônia e Pantanal, que registraram crescimento de 332% e 350%, respectivamente, no número de áreas isoladas. O levantamento também mostrou que cerca de 24% da vegetação nativa remanescente no país já sofre algum tipo de degradação causada por fatores como fogo, efeito de borda, corte seletivo de madeira e desmatamento. Pesquisadores defendem que os dados podem ajudar na criação de políticas públicas voltadas à preservação ambiental e à recuperação de áreas degradadas.



