Pesquisadores do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) iniciaram uma nova etapa de estudos para identificar espécies da fauna marinha no sul da Bahia por meio da análise de DNA ambiental. A iniciativa, desenvolvida pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), utiliza amostras de água coletadas em reservas extrativistas da região para mapear a biodiversidade marinha de forma mais rápida e precisa.
A pesquisa é coordenada pelo Centro Tamar, ligado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com as Reservas Extrativistas de Corumbau e Cassurubá. Para realizar o monitoramento, os cientistas usam a técnica chamada DNA Ambiental metabarcoding, que permite identificar várias espécies simultaneamente a partir de vestígios genéticos deixados na água, no solo ou no ar.
Segundo os pesquisadores, o método já é utilizado em outros países e poderá ampliar o monitoramento ambiental em unidades de conservação brasileiras. No projeto-piloto realizado na Bahia, foram coletadas amostras em 20 pontos da Reserva Extrativista de Corumbau e em dez pontos da Reserva Extrativista de Cassurubá. A expectativa é que a tecnologia ajude na preservação da biodiversidade marinha e no desenvolvimento de políticas ambientais mais eficazes para a região.



