Universidades, instituições de pesquisa e movimentos sociais têm criado iniciativas para facilitar o acesso e a permanência de mães no ambiente científico brasileiro. O objetivo é reduzir os impactos da maternidade na carreira acadêmica, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por pesquisadoras para conciliar produção científica, cuidados com os filhos e participação em eventos e projetos de pesquisa.
Entre as ações adotadas estão a ampliação de prazos em editais, criação de auxílios para custeio infantil durante congressos e inclusão do período de licença-maternidade na análise de currículos acadêmicos. O movimento Parent in Science, criado em 2016, se tornou uma das principais referências no debate sobre maternidade e ciência no Brasil, defendendo políticas públicas voltadas ao acolhimento de mães pesquisadoras e à redução das desigualdades de gênero no meio acadêmico.
Pesquisadoras alertam que muitas mulheres acabam abandonando a carreira científica após a maternidade devido à sobrecarga de trabalho e à dificuldade de acesso a redes de apoio. Estudos do grupo Parent in Science apontam que a produção acadêmica de mães sofre queda significativa nos primeiros anos após o nascimento dos filhos. Para especialistas, medidas institucionais permanentes e políticas de inclusão são fundamentais para garantir maior diversidade e equidade na ciência brasileira.



