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Profissionais superam longas distâncias para garantir vacinação em aldeias indígenas

Foto: Kislane de Araújo Dias/ Arquivo Pessoal

Profissionais de saúde que atuam em territórios indígenas da Amazônia enfrentam jornadas exaustivas para garantir a vacinação de comunidades isoladas. Em algumas regiões, as equipes passam mais de um mês em campo e percorrem longas distâncias por rios, utilizando embarcações de pequeno porte para alcançar aldeias de difícil acesso. O trabalho integra as ações do Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, promovido pelo Ministério da Saúde para ampliar a cobertura vacinal nessas populações.

Os desafios vão além da logística. Segundo relatos de profissionais que atuam na área, é necessário conciliar o atendimento com o respeito às tradições e à cultura dos povos indígenas, fortalecendo o diálogo com lideranças locais para garantir a adesão às campanhas. Em situações de emergência, como durante a seca extrema registrada na Amazônia em 2024, governos federal e estadual precisaram montar operações especiais, incluindo transporte aéreo de vacinas e deslocamento de equipes extras, para evitar surtos de doenças em aldeias remotas.

Neste ano, a expectativa do Ministério da Saúde é aplicar mais de 89 mil doses de vacinas em cerca de 650 aldeias indígenas em todo o país. A mobilização envolve aproximadamente 2,5 mil trabalhadores da saúde distribuídos pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), responsáveis por levar imunizantes contra doenças como influenza, covid-19, sarampo, hepatites e febre amarela, reforçando a proteção de populações consideradas mais vulneráveis a agravos de saúde.