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Desembargador baiano descobre conta bancária aberta em seu nome ao declarar IRPF

O desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e corregedor-geral da Justiça, Salomão Resedá, afirmou ter descoberto a existência de uma conta bancária aberta em seu nome durante o processo de elaboração da declaração do Imposto de Renda. Segundo o magistrado, a informação foi identificada por seu contador ao acessar os dados disponíveis no sistema da Receita Federal, revelando uma conta na Caixa Econômica Federal com saldo de aproximadamente R$ 2,6 mil.

De acordo com Resedá, ele nunca manteve relacionamento com a instituição financeira nem solicitou a abertura da conta. Ao buscar esclarecimentos junto ao banco, recebeu a informação de que parte dos recursos depositados seria proveniente do auxílio emergencial pago durante a pandemia de Covid-19, benefício que, segundo ele, jamais requereu. O desembargador também informou que a conta teria sido aberta de forma digital e que depósitos teriam ocorrido entre os anos de 2021 e 2022.

O caso levantou suspeitas de possível uso indevido de dados pessoais. Salomão Resedá afirmou que recusou a possibilidade de sacar os valores e pretende buscar a apuração dos fatos pelos órgãos competentes. O magistrado relatou ainda que foi informado de que os recursos permanecem disponíveis na conta, cuja existência desconhecia até o momento da declaração fiscal.