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Estudo aponta contradições na política brasileira para o carvão mineral

Um estudo internacional divulgado nesta semana apontou contradições na política energética brasileira ao identificar a coexistência de incentivos ao carvão mineral em meio aos compromissos assumidos pelo país para reduzir emissões de gases de efeito estufa. A pesquisa reconhece que o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, baseada majoritariamente em fontes renováveis, mas destaca a permanência de subsídios e mecanismos de apoio à atividade carbonífera, especialmente na Região Sul.

Segundo os pesquisadores, a manutenção de políticas de incentivo ao carvão contrasta com as metas de transição energética e descarbonização defendidas pelo governo brasileiro em fóruns internacionais. O levantamento ressalta que o combustível fóssil é uma das principais fontes de emissão de dióxido de carbono e que sua utilização representa um desafio para os esforços globais de combate às mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, o estudo reconhece a importância econômica da atividade para municípios que dependem da cadeia produtiva do setor.

Especialistas defendem que o avanço da transição energética exige planejamento para conciliar a redução gradual do uso do carvão com a proteção de empregos e o desenvolvimento econômico das regiões afetadas. Entre as alternativas apontadas estão investimentos em energias renováveis, qualificação profissional e criação de novas oportunidades de trabalho. O debate ganha relevância às vésperas da COP30, conferência climática da ONU que será realizada no Brasil e deve colocar em evidência os compromissos nacionais relacionados à agenda ambiental.