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Urbanismo deve incorporar florestas às cidades, defendem pesquisadores

Especialistas e pesquisadores defendem uma mudança profunda no planejamento urbano para que as cidades passem a incorporar florestas como parte estruturante da infraestrutura urbana. A proposta, apresentada durante debates recentes sobre urbanismo e mudanças climáticas, questiona o modelo tradicional baseado na expansão do concreto e do asfalto e propõe a integração permanente da natureza ao ambiente urbano como estratégia de adaptação climática e melhoria da qualidade de vida.

A ideia ganha força a partir do conceito de “fitópolis”, desenvolvido pelo pesquisador italiano Stefano Mancuso, que propõe enxergar as cidades como organismos vivos, capazes de se organizar de forma mais resiliente e integrada aos ecossistemas. A abordagem se inspira também em evidências históricas de civilizações antigas da Amazônia, que estruturavam seus espaços urbanos em maior convivência com a floresta, reduzindo a separação entre áreas construídas e natureza.

Segundo os pesquisadores, a incorporação de florestas ao tecido urbano pode trazer benefícios como redução de ilhas de calor, melhora da qualidade do ar, aumento da permeabilidade do solo e maior equilíbrio ambiental em áreas densamente povoadas. A proposta também sugere a ampliação de áreas verdes contínuas, em vez de árvores isoladas, como forma de criar corredores ecológicos capazes de fortalecer a biodiversidade e tornar as cidades mais preparadas para eventos climáticos extremos.