A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está avançando no desenvolvimento de uma tecnologia de produção de carne em laboratório, conhecida como carne cultivada, que dispensa o abate de animais. O experimento, conduzido em ambiente controlado, utiliza células retiradas de animais vivos para a formação de tecidos semelhantes à carne convencional, com a proposta de reduzir impactos ambientais associados à pecuária tradicional, como emissão de gases de efeito estufa e uso intensivo de recursos naturais.
Segundo os pesquisadores, o processo consiste na coleta de uma pequena amostra de células, que são multiplicadas em laboratório em condições adequadas de nutrição e crescimento até formarem biomassa com características de carne. A Embrapa já conseguiu desenvolver protótipos de produtos, como filés de frango cultivado, além de alternativas alimentares baseadas em ingredientes vegetais, indicando o potencial de expansão da tecnologia para diferentes tipos de proteína.
A instituição destaca que a carne de laboratório pode representar uma alternativa complementar à produção convencional, contribuindo para a sustentabilidade e para a segurança alimentar no futuro. Embora ainda esteja em fase de pesquisa e desenvolvimento, a tecnologia é vista como promissora no cenário global de inovação agroalimentar, que busca reduzir a dependência da pecuária tradicional e ampliar opções de produção de proteínas com menor impacto ambiental.



