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Ondas de calor provocaram mais de 120 mil mortes no Brasil em duas décadas, aponta estudo

Mais de 120 mil mortes no Brasil estiveram associadas às ondas de calor entre 2000 e 2020, segundo estudo divulgado por pesquisadores e repercutido pelo Ministério da Saúde. Os dados revelam o impacto crescente dos eventos climáticos extremos sobre a saúde da população, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. O levantamento reforça o alerta para os efeitos das mudanças climáticas e a necessidade de adoção de medidas de prevenção e adaptação.

De acordo com a pesquisa, o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor tem contribuído para o agravamento de problemas cardiovasculares, respiratórios e metabólicos, elevando o risco de hospitalizações e mortes. As regiões mais populosas do país registraram os maiores números absolutos de óbitos relacionados às altas temperaturas, embora os impactos sejam observados em diferentes partes do território nacional.

Especialistas destacam que o fortalecimento das políticas públicas de monitoramento climático, a ampliação dos sistemas de alerta e a adoção de estratégias de proteção às populações mais vulneráveis são fundamentais para reduzir os efeitos desses fenômenos. O estudo também chama atenção para a importância de integrar as agendas de saúde pública e meio ambiente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas nas próximas décadas.