O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde iniciaram a coleta da edição 2026 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que vai visitar mais de 140 mil domicílios em todo o país para atualizar o retrato das condições de saúde da população brasileira. O levantamento reúne informações sobre hábitos de vida, acesso e uso dos serviços de saúde, doenças crônicas e envelhecimento, além de subsidiar o planejamento de políticas públicas e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A edição deste ano traz inovações metodológicas importantes. Pela primeira vez, pesquisadores farão a aferição de pressão arterial, peso e altura durante as visitas domiciliares e, entre moradores com 35 anos ou mais, será realizada a coleta de amostras de sangue e urina. Os exames permitirão avaliar biomarcadores como colesterol, creatinina, hemoglobina glicada, sódio, potássio, ácido úrico e a presença de metais pesados, além de testes sorológicos para chikungunya, ampliando a capacidade de monitoramento das condições de saúde da população.
Segundo o IBGE, os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde servirão de base para a formulação e avaliação de políticas públicas, além de acompanhar indicadores relacionados às doenças crônicas, aos fatores de risco e às desigualdades no acesso aos serviços de saúde. A pesquisa, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, é considerada a principal referência nacional sobre as condições de saúde dos brasileiros e tem edições periódicas para acompanhar a evolução desses indicadores ao longo do tempo.


