Organizações de proteção animal divulgaram uma carta aberta em defesa da sanção do Projeto de Lei (PL) 90/2020, que proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais no Brasil. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Palácio do Planalto, aguarda análise do presidente da República dentro do prazo constitucional de 15 dias úteis.
O principal produto afetado pela medida é o foie gras, iguaria produzida a partir do fígado de patos e gansos submetidos à técnica conhecida como gavagem, que consiste na introdução de grandes quantidades de alimento por meio de um tubo inserido no esôfago das aves. Segundo as entidades, o procedimento provoca intenso sofrimento e resulta no aumento anormal do fígado, condição essencial para a fabricação do produto. O projeto conta com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista Mista e da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais.
As organizações favoráveis à proposta afirmam que a proibição terá impacto econômico reduzido, já que apenas duas empresas produzem foie gras no país e a maior parte do produto comercializado é importada, principalmente da França. Para os defensores da medida, a sanção representará um avanço na proteção e no bem-estar animal, alinhando o Brasil a países que já adotaram restrições à alimentação forçada de aves para fins comerciais.


