O Arquivo Nacional identificou, nos últimos três anos, pelo menos dez casos de venda ilegal de documentos históricos brasileiros em leilões. Segundo o órgão, responsável pela preservação da memória documental do país, esse tipo de comércio tem crescido e representa uma ameaça ao patrimônio histórico nacional. Para enfrentar o problema, a instituição está estruturando um setor especializado na identificação, recuperação e proteção de documentos públicos desviados de seus acervos.
Entre os materiais recuperados recentemente estão documentos de grande relevância histórica, como um manuscrito assinado pelo Duque de Caxias relacionado à implantação do telégrafo no Brasil. As ações de resgate contam com o apoio da Polícia Federal e de outros órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio cultural, que atuam para impedir a comercialização irregular de documentos pertencentes ao poder público.
O Arquivo Nacional reforça que documentos públicos não podem ser comercializados e orienta colecionadores, casas de leilão e antiquários a comunicar qualquer suspeita de irregularidade. A expectativa é que a criação de uma estrutura específica para monitorar esses casos fortaleça a fiscalização, amplie a recuperação de acervos históricos e contribua para preservar a memória e a história do Brasil para as futuras gerações.


