Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros mostrou que a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) reduziu de forma significativa a circulação do vírus entre adolescentes e jovens no país. O levantamento identificou uma queda na prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina, reforçando a eficácia da imunização tanto na proteção individual quanto na redução da transmissão na população.
Os pesquisadores compararam dados coletados antes e depois da implantação da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre as mulheres vacinadas, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante caiu cerca de 81%. O estudo também identificou um efeito indireto da vacinação, com redução da circulação do vírus até mesmo entre pessoas não imunizadas, resultado conhecido como proteção coletiva.
O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo e está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, pênis, ânus, boca e garganta. No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Especialistas reforçam que ampliar a cobertura vacinal é essencial para reduzir a incidência de doenças relacionadas ao vírus nas próximas décadas.


