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Queda do desmatamento na Amazônia contrasta com justificativa dos EUA para tarifa sobre produtos brasileiros

Dados divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostram que o desmatamento na Amazônia registrou queda no primeiro semestre de 2026, resultado que contrasta com os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Segundo o levantamento, 80% das áreas protegidas da floresta não tiveram qualquer registro de desmatamento entre janeiro e junho deste ano, o melhor desempenho para o período nos últimos oito anos.

O estudo aponta ainda que a área desmatada no semestre foi a menor desde o início da série histórica para esse período, indicando avanço nas ações de fiscalização e preservação ambiental. Para especialistas, os números enfraquecem a alegação de que o Brasil estaria falhando no combate ao desmatamento ilegal, um dos motivos apresentados pelo governo norte-americano para aplicar as novas tarifas comerciais.

Apesar da redução dos índices, pesquisadores alertam que o desafio permanece, já que o desmatamento continua concentrado em áreas específicas e exige vigilância constante. O governo brasileiro sustenta que os resultados demonstram a eficácia das políticas ambientais adotadas nos últimos anos e reforçam a posição do país nas negociações internacionais sobre comércio e meio ambiente.