Empreender na terceira idade tem se mostrado uma alternativa para ampliar a renda e manter a atividade profissional após os 60 anos. Um estudo do Sebrae, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, revela que empreendedores sêniores com negócios formalizados alcançaram rendimento médio de R$ 7.458 no quarto trimestre de 2025 — mais de três vezes o valor recebido pelos trabalhadores informais da mesma faixa etária, cuja média foi de R$ 2.152.
O levantamento mostra ainda que o Brasil contabilizava 4,5 milhões de empreendedores com 60 anos ou mais no fim de 2025, um crescimento de 59% em relação a 2012. Apesar da expansão, esse grupo representa apenas 15% dos donos de negócios no país, enquanto a população sênior corresponde a cerca de 20% dos brasileiros em idade ativa. Segundo o Sebrae, a formalização contribui não apenas para elevar a renda, mas também para ampliar as oportunidades de crescimento e desenvolvimento dos empreendedores.
O estudo também aponta mudanças no perfil desse público ao longo dos últimos anos. Houve aumento do nível de escolaridade entre os empreendedores sêniores e crescimento da participação deles como chefes de família. Para o Sebrae, a experiência acumulada, aliada à formalização do negócio, fortalece o empreendedorismo na terceira idade e reforça o potencial da chamada economia prateada, segmento que ganha cada vez mais importância no Brasil.


