O Brasil atingiu as metas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar a transmissão vertical da hepatite B, ou seja, a transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o período neonatal. Com o resultado, o Ministério da Saúde encaminhou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o pedido de certificação internacional de eliminação desse tipo de transmissão como problema de saúde pública.
Segundo o ministério, nos últimos dois anos menos de 0,1% das crianças com até cinco anos apresentaram infecção ativa pelo vírus da hepatite B (HBV), índice que atende ao parâmetro internacional. Em 2025, a prevalência da transmissão de mãe para filho foi de 0,0111%. Além disso, a cobertura do pré-natal superou 98% e a vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou 100% dos recém-nascidos em 2025, acima da meta mínima de 90%.
O resultado é atribuído à ampliação da testagem durante o pré-natal, ao tratamento das gestantes quando necessário, à vacinação do bebê logo após o nascimento e à aplicação de imunoglobulina em recém-nascidos de mães infectadas. O Brasil já havia recebido, em 2025, a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV e agora busca o mesmo reconhecimento para a hepatite B, mantendo a meta de eliminar também a sífilis, a doença de Chagas e o HTLV como problemas de saúde pública até 2030.


