A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o mês de julho de 2026 com alta de 0,22%, alcançando o montante de R$ 9,288 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O avanço do estoque total ocorreu em função da apropriação contábil de juros no período, que superou o volume de resgates líquidos de títulos promovidos pelo governo e impediu a redução do endividamento.
No mês, o Tesouro resgatou R$ 61,91 bilhões a mais do que emitiu, mas a apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros elevou o saldo devedor. Com a taxa básica de juros (Selic) mantida em 14% ao ano, os títulos indexados à taxa flutuante continuam dominando as captações, correspondendo a R$ 124,11 bilhões dos R$ 198,14 bilhões emitidos em julho. Em contrapartida, a dívida externa recuou 2,12%, beneficiada pela desvalorização do dólar frente ao real.
Em decorrência do cenário de juros elevados, o Tesouro Nacional atualizou as metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2026. A previsão para o estoque total da dívida ao término do ano foi mantida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, enquanto a estimativa da fatia de papéis atrelados à Selic foi revista para cima, devendo representar entre 49% e 53% de toda a dívida brasileira.


