O poeta, jornalista e agitador cultural pernambucano Luis Turiba faleceu na madrugada da última quarta-feira (26), aos 76 anos, em sua residência na cidade de Salvador (BA). Vítima de graves complicações de saúde, Turiba despede-se deixando uma marca indelével na literatura, na imprensa e na resistência democrática do país. O falecimento ocorreu em casa, rodeado pelo afeto familiar, configurando a perda de um dos nomes mais vibrantes da cena cultural brasileira das últimas décadas.
Ao longo de sua trajetória multifacetada, o escritor construiu um legado vasto que transitou por diversas expressões artísticas e midiáticas. Turiba notabilizou-se como o criador e editor da histórica revista independente Bric-a-Brac (1985-2022) e pela publicação de livros de poesia, crônicas e documentários em vídeo. Na música, eternizou sua veia criativa em parcerias notáveis, a exemplo da letra da canção “Bico da Torre”, consolidando a imagem de um poeta agregador, engajado e essencial para os movimentos culturais, com forte atuação histórica no Distrito Federal.
Além de sua contribuição para as artes, Luis Turiba teve um papel de destaque na militância política, participando ativamente da resistência contra a ditadura militar no Brasil e do processo de redemocratização. Em reconhecimento à sua luta, o jornalista recebeu, em agosto de 2024, a condição de anistiado político e um pedido formal de desculpas do Estado brasileiro pelas perseguições sofridas no passado. Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma legião de admiradores que celebram a memória de um homem que fez da própria vida um ato contínuo de poesia e liberdade.


