A equipe econômica do governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 com a previsão de destinar R$ 133,8 bilhões para investimentos públicos. O montante estipulado supera em R$ 45,1 bilhões o piso exigido pelo arcabouço fiscal, que determina uma aplicação mínima de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, equivalente a R$ 88,7 bilhões para o próximo ano. A proposta tem como objetivo impulsionar a capacidade produtiva e as obras estruturantes do país, representando um avanço orçamentário em relação ao exercício anterior.
Do total de recursos projetados, R$ 87,9 bilhões estão classificados como despesas primárias e R$ 45,9 bilhões como inversões financeiras. O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) será um dos principais focos dos aportes, concentrando uma reserva de R$ 61,5 bilhões do orçamento. Entre as frentes estratégicas contempladas estão o programa Minha Casa, Minha Vida, com R$ 8,25 bilhões, além de verbas diretas direcionadas à expansão do transporte coletivo urbano e a obras de drenagem e prevenção de inundações.
De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, a expansão dessas frentes foi viabilizada pelo esforço na contenção das despesas obrigatórias — como gastos com pessoal e benefícios previdenciários —, que devem recuar ligeiramente em proporção ao PIB. No entanto, o secretário-executivo da pasta, Bruno Moretti, ponderou que, apesar da melhora apresentada no texto do PLOA, o volume de investimentos de 2027 ainda é considerado insuficiente para suprir todas as necessidades históricas de infraestrutura do Brasil, sendo necessário continuar ampliando o espaço fiscal para o crescimento sustentável da economia.


