A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) passará por mudanças significativas a partir de fevereiro do próximo ano, quando tem início a 21ª Legislatura. Com uma taxa de renovação de 38,09% entre as 63 cadeiras disputadas, o resultado das urnas reconfigurou o xadrez político do estado. Enquanto algumas legendas aproveitaram o cenário eleitoral para expandir sua influência e garantir novas vagas, outras sofreram duros golpes, perdendo representatividade ou até mesmo desaparecendo do mapa legislativo da Casa do Povo.
Impulsionado pela eleição no primeiro turno do governador Jerônimo Rodrigues, o Partido dos Trabalhadores (PT) foi o grande destaque do pleito, saltando de 10 para 14 deputados e consolidando-se isoladamente como a maior bancada da Assembleia. O PSD manteve sua força intacta com nove parlamentares — destacando-se como o partido que mais elegeu mulheres, incluindo a campeã de votos Ivana Bastos. No campo da oposição e centro-direita, o Partido Liberal (PL) protagonizou um salto expressivo ao eleger sete representantes, cinco a mais que na eleição passada, enquanto PDT e Avante também saíram fortalecidos das urnas, garantindo uma robusta bancada de cinco assentos cada.
Em contrapartida, o União Brasil amargou a maior derrota do pleito no Legislativo, despencando de nove para apenas cinco parlamentares. Partidos historicamente aliados ao PT, como PCdoB e PV, também viram suas bancadas encolherem para três cadeiras cada, mesmo número alcançado pelo Progressistas (PP). O cenário se completa com o Republicanos ampliando sua presença para quatro deputados, MDB e PSDB elegendo dois parlamentares cada, e o PSOL garantindo uma vaga com Kleber Rosa. Já o PSB foi a principal legenda a sofrer um revés total, ficando sem nenhum representante eleito para atuar na Assembleia na próxima legislatura.


