Bahia

“Lista suja” do trabalho escravo ganha 82 novos nomes; Bahia é o 2º estado com mais empregadores autuados

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o Cadastro de Empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, documento popularmente conhecido como “lista suja”. A nova edição inclui a entrada de 82 novos registros em todo o país, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. Simultaneamente, o órgão federal retirou 151 nomes do cadastro porque os autuados já haviam completado o tempo regulamentar de dois anos de permanência na publicação.

No recorte regional da nova atualização, a Bahia assumiu a vice-liderança nacional de flagrantes, registrando oito casos de exploração. O estado baiano ficou atrás apenas de Minas Gerais, que liderou o número de autuações com 19 ocorrências. O ranking das unidades da federação com mais empregadores incluídos na lista segue com o Amazonas e o Maranhão, ambos despontando com seis casos identificados cada um.

As fiscalizações do grupo móvel do MTE revelam que a prática criminosa atinge setores variados, englobando atividades rurais e urbanas. De acordo com os dados apresentados, a pecuária voltada para a criação de gado de corte liderou os motivos de novas inclusões, com oito registros. O serviço doméstico também concentrou alto número de resgates, contabilizando sete casos, enquanto a produção de carvão vegetal e o cultivo de café tiveram seis ocorrências cada.